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NOTÍCIAS | Casas inteligentes em Portugal: há maior procura e margem para crescer

Maior exigência das famílias pressiona promotoras a construir mais casas inteligentes, dizem especialistas ao idealista/news.



"O mercado imobiliário abraçou a era digital. As famílias estão a tornar-se mais exigentes, procurando soluções de domótica para melhorar o conforto, a eficiência energética e a segurança das suas casas. E esta tendência está a fazer com que construtoras e promotoras imobiliárias tenham de desenvolver, cada vez mais, casas inteligentes em Portugal. Ainda que esteja a dar os primeiros passos, este é, sem dúvida, um mercado em crescimento e com forte potencial no nosso país. De mãos dadas com a inovação tecnológica e de olho nos desafios de economia e do imobiliário, os especialistas do mercado da domótica revelam ao idealista/news qual é o estado da arte das casas inteligentes em Portugal.


Famílias procuram cada vez mais casas inteligentes em Portugal

Foi, sobretudo, nos últimos três anos que as famílias começaram a prestar especial atenção ao mercado das casas inteligentes no nosso país. “Depois da pandemia e dos confinamentos, as pessoas começaram efetivamente a olhar mais para o conceito da casa e para o conforto. E começaram a pensar melhor sobre como é que podiam entrar e sair de casa sem ter de tocar em tudo”, começa por explicar Lídia Amorim, chief marketing officer da Chaviarte, que desenvolve os sistemas de segurança inteligente Domni.


Esta é uma visão partilhada por Maurício Monteiro, CEO da Yahtron – Smart Homes: “A pandemia foi um período onde as pessoas começaram a olhar mais para as casas, começaram a sentir que poderiam ter mais comodidades com estes sistemas inteligentes”, disse ao idealista/news no primeiro dia do Imobinvest – Salão do Imobiliário que decorreu em paralelo com o Smart Home Show - Salão da Domótica, entre 24 e 26 de março, na Alfândega do Porto.


O interesse pela domótica cresceu durante este período e o negócio das casas inteligentes também. “De 2021 para 2022 e agora este ano, começámos a sentir uma crescente na procura deste tipo de sistemas de segurança inteligentes”, aponta Lídia Amorim. E também Maurício Monteiro considera que este “é um mercado que está em crescimento ano após ano” e acredita que “vá crescer cada vez mais”.  


Já o sales & product manager na Atouch admite que a procura de soluções de automação para casa varia consoante o orçamento das famílias:

  • "No segmento de luxo continua a haver procura, é como se não houvesse crise. No mercado português, em zonas como o Algarve, Lisboa, Porto e Braga - e não só -, nós não sentimos a crise. Primeiro, porque há mais procura que oferta no mercado imobiliário. E, depois, porque felizmente há maior noção do que é uma casa inteligente”;
  • No caso dos portugueses de classe média, “sentimos que há um arrefecimento na procura”, dada a alta inflação e subida dos juros no crédito habitação que tem apertado os bolsos destas famílias, revela Manuel Ribeiro.
Isto acontece porque em Portugal “o mercado da automação e das casas inteligentes ainda é considerado um luxo e não uma necessidade”, aponta o responsável pela Atouch em declarações ao idealista/news durante o evento que contou com o idealista como portal oficial.


O que mais atrai numa casa inteligente? Poupança energética e segurança

A poupança energética, a segurança, o controlo da climatização e a possibilidade de controlar uma casa à distância são algumas das vantagens percecionadas por quem procura viver numa casa inteligente em Portugal. “Isto é especialmente importante agora com os custos elevadíssimos da eletricidade e do gás, uma vez que consigo controlar os recursos e reduzir a fatura”, argumenta o product manager da Atouch.


Ao nível da eficiência energética da habitação – um tema que está na ordem do dia pela discussão da nova diretiva europeia que, em breve, vai pressionar os proprietários e o Estado a melhorar o desempenho energético dos imóveis -, o CEO da Yahtron garante que “com um sistema projetado para um determinado ambiente, nós conseguimos fazer uma gestão energética e a redução do consumo de, em média, até 30% só com a domótica”.


Também ao nível da segurança há vantagens que saltam à vista das famílias que querem viver em casas inteligentes em Portugal. “O simulador de gente em casa é uma das características que mais usávamos para vender. E é útil quando as famílias vão de férias, pois ao ativar essa opção, a casa ganha vida, abre um estore ou liga a luz a determina hora”, aponta Manuel Ribeiro, da Atouch.


Depois, há a questão de reagir de imediato e à distância se houver uma intrusão em casa. “Consigo ver tudo o que está a acontecer a partir do smartphone, posso falar inclusivamente com o intruso, através de uma das câmaras, acender as luzes, ligar uma televisão. Eu tenho a capacidade de agir. Em vez de só ver o que está a acontecer e ter de ligar para a PSP, ou até ver depois”, explica Lídia Amorim, da Domni, que aponta que geralmente as soluções deste tipo são mais completas em moradias do que em apartamentos, porque “há maior sensação de insegurança”.


Casas inteligentes ainda pesam menos de 1% no parque habitacional – porquê?

Há cada vez mais procura por casas inteligentes em Portugal. E é precisamente a exigência das famílias a este nível que está a pressionar as promotoras e construtoras a integrar soluções de domótica nos seus empreendimentos residenciais, apontam os especialistas em domótica contactados pelo idealista/news durante o evento.


Há maior procura de construtores e promotoras pelos sistemas automatizados para casa, nomeadamente na região Norte e no Porto (onde há maior concorrência), aponta o responsável do produto da Atouch. “Por exemplo, estamos a fazer um projeto de 90 apartamentos em Viana do Castelo para uma construtora que está a ter em conta as necessidades dos clientes que são investidores estrangeiros (via vistos gold e não só), que querem ter o controlo da casa em Portugal, porque vivem na Suécia ou em França e querem continuar a dar vida à casa”, explica Manuel Ribeiro, que aponta que já há construtores em Braga que não constroem casas sem ser com automação.


O crescimento da procura por soluções de domótica por parte das famílias, das promotoras e dos construtores é bem visível em Portugal. Mas há ainda margem para crescer. O mercado das casas inteligentes ainda “está num período de desenvolvimento embrionário em solo português”, aponta o CEO da Yahtron. Os profissionais contactados pelo idealista/news estimam haja menos de 1% de casas inteligentes no nosso país, afirmando que a proporção destas habitações no parque habitacional português é “muito baixa”. “Se tivemos a falar num nível mais alto de domótica, a percentagem reduz ainda mais”, clarifica Maurício Monteiro.


Para Manuel Ribeiro, da Atouch, há duas formas de olhar para a baixa proporção de casas inteligentes no mercado imobiliário português. “Por um lado, alegra-nos porque há um potencial de crescimento. Mas é preocupante porque, de facto, se a proporção variar entre 0,5%-1% significa que a integração ainda é muito baixa e que as casas não são vendidas pela sua diferenciação. Quem vai comprar uma casa não diz que só compra se tiver domótica, ou se for uma casa inteligente. Ainda não é um requisito chave, não é considerado uma necessidade, mas sim um luxo”, conclui.


Quais são obstáculos ao crescimento do negócio das casas inteligentes em Portugal?

Os especialistas ouvidos pelo idealista/news acreditam que ainda há vários entraves que travam um crescimento ainda maior do negócio das casas inteligentes no nosso país, como:

  • Ideia de que a domótica é cara: atualmente, quem mais procura as soluções de domótica são as famílias do segmento médio-alto, porque “o segmento mais baixo ainda pensa que a domótica é muito cara. Mas não é. Nós conseguimos introduzir domótica num T1 a partir de 1.000 euros. E não há limite de preço, porque depende do que se quer controlar em casa. Isso também é um mito que precisa ser quebrado”, considera Maurício Monteiro.
  • Falta de informação sobre o que é uma casa inteligente (inclusive no imobiliário): “A maioria das pessoas ainda tem uma ideia de casa inteligente passa basicamente pelo controlo de luzes e persianas. E não. A casa inteligente pode ser muito mais que isso, pode ter um sistema que faça a gestão energética, que vai gerar poupanças para os bolsos do consumidor e também para o planeta em si”, continua o CEO da Yahtron. Além disso, Maurício Monteiro diz que há também falta de conhecimentos sobre esta matéria entre os profissionais da fileira do imobiliário e da construção, nomeadamente os arquitetos.
  • Receio da domótica substituir o tradicional: “A primeira coisa que acontece é que as pessoas pensam que ao utilizar um sistema de segurança inteligente, nunca mais vão utilizar chaves. E questionam como é que vão abrir a porta de casa se ficarem sem bateria no telemóvel. A verdade é que a fechadura tradicional vai continuar sempre a existir”, esclarece Lídia Amorim, da Domni.
  • Cibersegurança em questão: “As pessoas ainda sentem alguma reticência de ter tudo controlado num smartphone”, comenta ainda Lídia Amorim, lembrando que hoje os sistemas são de tal forma encriptados que não há forma de entrar na habitação.
  • Falta de mão de obra especializada: Manuel Ribeiro aponta na região Norte “há falta de mão de obra especializada e o preço está elevadíssimo". Na Atouch “estamos com dificuldade em contratar programadores, dada a elevada procura por empresas nesta zona. Além disso, com o teletrabalho, os engenheiros podem trabalhar remotamente para empresas de todo o mundo”, explica ainda.

Das casas às cidades inteligentes: a tendência que promete fazer a diferença na poupança energética

O mercado das casas inteligentes tem, portanto, margem para continuar a crescer em Portugal. E estando aliado à tecnologia tem margem também para evoluir, desenvolvendo mais funcionalidades e melhorando as já existentes. “Nós estamos sempre a procurar integrar novos equipamentos. E há muito explorar. Este mercado não existe sem inovação e sem constante procura”, resume Lídia Amorim.


A evolução tecnológica faz parte do ADN deste negócio das casas inteligentes. Alina Kruszewicz- Kowalewska, export area sales manager da ampio (parceira da Yahtron – Smart Homes), diz que agora estão “a desenvolver um novo configurador que irá facilitar a vida do instalador e tornar a configuração muito mais rápida”, sobretudo para quem quer ter as funcionalidades da casa mais personalizadas.


“O mercado da automação evolui naturalmente. E hoje onde temos mais concorrência, é onde temos mais mercado. Isto porque havendo competição, há melhor produto, melhor integração, melhor preço”, aponta o gestor de produto da Atouch, que defende que a concorrência estimula a evolução e a inovação. Hoje, o mercado das casas inteligentes está a “evoluir muito para a integraçãoem plataformas como a Apple, Alexa e o Google”, o que traz vantagens ao nível da competitividade, mas traz maior dependência da tecnologia americana, comenta ainda Manuel Ribeiro.


A verdade é que a união entre a tecnologia e o imobiliário pode ir ainda mais longe, às cidades inteligentes. Alina Kruszewicz-Kowalewska acredita que as “smart houses vão ser, definitivamente, uma tendência no futuro, assim como as smart cities. Hoje, as pessoas estão a criar não só casas inteligentes, mas cidades inteligentes. Estão a criar condomínios onde, por exemplo, querem controlar a iluminação pública e até a poluição. Esta será definitivamente a tendência, especialmente para a Europa, onde o custo da energia importa cada vez mais e, por isso, qualquer forma de poupar energia será muito importante”, conclui.


Também Manuel Ribeiro, da Atouch, defende que os municípios e o Estado deviam olhar mais para o controlo automatizado dos edifícios públicos e da gestão urbana para otimizar recursos, como luz e a água nas escolas e nos hospitais. “A mudança começa em cada um de nós, porque multiplicada por milhões vai ter resultados nas contas finais do país, nas rotas finais de um continente. Automatizar uma casa pode parecer irrelevante, mas multiplicando por milhões fará a diferença”, remata.



fonte: "Idealista.pt" - "2023/04/28"


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